PSD e PS destroem árvores e parte da História de Ermesinde
2010-01-03
Bloco central de interesses” aprova abate de 17 árvores de grande porte no antigo largo da feira de Ermesinde. O objectivo é a construção de um parque de estacionamento que não é requerido pelos moradores locais nem pelo escasso comércio das imediações. Que interesses estarão por trás desta intervenção?
No passado dia 29 de Dezembro, a Junta de Freguesia de Ermesinde, formada pela coligação maioritária PSD/PS propôs e fez aprovar, o abate de 17 árvores - Plátanos e Tílias – que há mais de 80 anos embelezam o Largo António da Silva Moreira (antiga Feira de Ermesinde).
Com o argumento de criar mais área de estacionamento numa zona longe da afluência comercial e de reduzida taxa habitacional, o Presidente da referida Junta, Luís Ramalho, argumentou que o arranjo daquele espaço foi abusivamente iniciado pela Câmara Municipal de Valongo e sem seu prévio conhecimento.
Como contrapartida para o início dos trabalhos à revelia, exigiu que a intervenção fosse mais alargada, propondo a destruição de árvores e a cedência de um terreno da Junta para domínio público. Com isto, lesa-se a cidade, impedindo a preservação de um local de profundo valor histórico, único em Ermesinde e que está intimamente ligado à memória da vida comercial, económica e social da Freguesia e das suas gentes, porque foi, durante décadas, o ponto de confluência semanal de feirantes, locais e forasteiros.
Aumenta a indignação pelo desrespeito de um riquíssimo Património Natural que será destruído apenas para a construção de um parque de estacionamento criado por uma entidade pública que o comércio local e os seus moradores, eles próprios não reclamam por não sentir a sua necessidade.
Estranhamos estas intervenções, sobretudo por acontecerem num local onde as movimentações imobiliárias de compra e venda de terrenos e imóveis têm sido muitas.